• A Terra é um ímã
    Ninguém sabia explicar o funcionamento da bússola. Gilbert construiu uma esfera de magnetita, localizou seus pólos magnéticos, pôs uma bússola perto dela e o ponteiro apontou para o norte. Ele concluiu que os ponteiros da bússola sempre agiam daquela forma porque a própria Terra era um enorme ímã.


  • Eletricidade estática
    Como a eletricidade parecia ficar adormecida enquanto não se mexesse com ela, esta passou a ser chamada de estática, que é derivada de uma palavra grega que significa parar.



  • Isoladores
    Stephen Gray chamava de isoladores as substâncias que não conduziam eletricidade. A expressão é derivada de uma palavra que, em latim, significa ilha. Gray acreditava que tais substâncias confinavam o "fluido elétrico", não o deixando sair, tal qual o mar confina uma ilha.


  • O fio elétrico
    Gray fez muitas tentativas para conduzir eletricidade de uma extremidade à outra de um fio. Para aprimorar os resultados, acredita-se que ele aplicou o princípio dos materiais condutores e isolantes. Ele cobriu um fio de cobre com borracha ou outro isolante e esse deve ter sido o primeiro fio elétrico, semelhante ao que usamos hoje.


  • Bateria à manivela
    Já em 1.660, o físico alemão Otto von Guericke confeccionou um globo de enxofre que podia ser rodado por um eixo de manivela. Se fosse friccionado com a mão enquanto girava, o globo acumulava bastante eletricidade estática, produzia faíscas e podia ser carregado e descarregado infinitamente.


  • Eletricidade vítrea e resinosa
    Em 1.733, o químico e físico francês Charles du Fay admitia que havia duas "eletricidades": a eletricidade vítrea (do vidro) e a eletricidade resinosa (como a do âmbar). Ele percebeu que objetos carregados de eletricidade vítrea repeliam-se, mas exerciam atração sobre objetos carregados de eletricidade resinosa.


  • Choque em domicílio
    Antigamente, muita gente achava que os choques podiam curar várias doenças. No jornal Gazeta do Rio de Janeiro, de 15 de julho de 1.818, foi publicado um anúncio de um tal doutor Gardner, que eletrizava os doentes às quartas e aos sábados, das 9 horas da manhã à uma da tarde, em domicílio ou no seu laboratório!


  • Tratamento de choque
    De 1.937 a 1.970 certas doenças mentais eram tratadas exclusivamente com choques elétricos. Hoje há medicamentos para muitas delas, mas os choques ainda se mostram bastante eficazes em certos casos.


  • Choques que salvam vidas
    Os médicos utilizam aparelhos que emitem descargas elétricas para salvar vidas. Um deles é o desfibrilador, que emite uma descarga elétrica para ressuscitar pessoas com parada cardíaca. O outro é o marcapasso. Implantado no peito do paciente, dá um choque no seu coração sempre que os batimentos saírem do ritmo.


  • Um brinquedo com muitos nomes
    Talvez você não saiba, mas a pipa, além de inúmeros formatos diferentes, também tem vários outros nomes no Brasil: arraia, cafifa, pandorga, papagaio, quadrado, raia, tapioca ou balde.


  • Três regras de campeão
    Não importa qual o nome ou o formato, empinar pipa é muito legal. Mas todo campeão sabe que tem que respeitar as suas regras:

    1. Nunca solte pipa com o céu carregado de chuva.
    2. Nunca solte pipa perto da fiação elétrica.
    3. Nunca use cerol.


  • É proibido repetir a experiência
    Franklin correu um sério risco de morrer eletrocutado e por isso sua experiência com a pipa não deve ser repetida jamais. Empinar papagaio com nuvens carregadas no céu, nem pensar, viu?


  • O pára-raios
    Depois da experiência com a pipa, Franklin concluiu que se adaptasse uma vareta de metal no alto de um edifício e a ligasse com um fio até a terra, a carga acumulada neste edifício durante uma tempestade seguiria rumo à terra sem causar qualquer dano no caminho. Estava inventado o pára-raios.

    O primeiro pára-raio foi construído em l760. Em l782, o rei Luís XVI mandou instalar um pára-raios no Louvre, em Paris, e em l788 foi instalado o primeiro de Londres, na Catedral de Londres.


  • Pilha seca
    Em 1.867 o engenheiro francês Georges Leclanché acrescentou farinha e gesso ao líquido que ficava dentro da pilha de Volta, até obter uma pasta. A vantagem é que esta pilha podia ser manipulada até de cabeça para baixo, sem ter seu funcionamento alterado.


  • Pilha não é brinquedo
    As pilhas que usamos hoje contêm materiais perigosos que fazem mal à saúde e ao meio ambiente. Por isso você não deve nunca tentar abri-las e nem jogá-las no lixo. Leve-as de volta à loja, para serem devolvidas ao fabricante, que é quem deve dar um fim seguro a elas.


  • Animais elétricos
    Há certos peixes e arraias que dão choque para se defender dos predadores e para dominar suas presas. O mais famoso é o poraquê, peixe da Amazônia. Ele possui um órgão formado por um grupo de músculos chamados eletroplacas - que, em vez de se contrair, produzem a eletricidade.


  • Fora d'água não funciona
    Não existe animal elétrico que viva fora d'água porque o ar é um mau condutor de eletricidade. O mar e os rios são bons condutores porque têm sais dissolvidos na água. No rio, o choque do poraquê alcança um metro de distância. Fora d'água só toma choque quem encostar a mão na sua pele.


  • Energia elétrica vira energia mecânica
    Durante uma aula, em 1.820, o físico dinamarquês Hans Christian Orsted pôs uma bússola do lado de um fio por onde passava corrente elétrica e percebeu que o ponteiro se movia, ficando perpendicular à corrente. Ele não deu bola para aquilo, mas a sua descoberta levou outros a construírem máquinas que se movem com a eletricidade.


  • A decomposição da água e a pilha de Volta
    O inglês William Nicholson construiu uma pilha de Volta e passou uma corrente elétrica através de água levemente acidificada. Logo percebeu que a corrente produzia bolhas. O alemão Johann Wilhelm Ritter repetiu a experiência e capturou os gases em dois tubos separados. Notou que o volume de um, o do hidrogênio, era o dobro do outro, o de oxigênio. Haviam decomposto a água: H2O.


  • Peixes eletromagnéticos
    Os peixes elétricos emitem uma leve pulsação elétrica permanente, o que produz um campo magnético à sua volta - exatamente como o que se forma em torno de um fio pelo qual passa corrente elétrica. Quando algo interfere neste campo, o peixe o percebe como se estivesse usando um localizador magnético.


  • Piloto automático
    As aves e as tartarugas nunca se perdem ao voltar sempre à mesma praia em que nasceram para botar seus ovos porque são capazes de perceber o fraquíssimo campo magnético terrestre, assim como faz a bússola.


  • Campo magnético na medicina
    A Ressonância Nuclear Magnética, aplicada nos exames de tomografia computadorizada, utiliza fortes campos magnéticos e ondas de rádio para obter imagens panorâmicas do interior do corpo humano, sem expor o paciente a qualquer risco.


  • Ressonância magnética recebe prêmios
    O químico americano Paul Lauterbur e o físico britânico Peter Mansfield receberam o Prêmio Nobel de Medicina de 2.003 pelo desenvolvimento dos exames de ressonância magnética. Em 1.952, Feliz Block e E.M. Purcell ganharam o Nobel de Física por terem descoberto a ressonância magnética. Em 1.991, o suíço Richard Ernst levou o de Química, por ter usado a espectroscopia por ressonância magnética para estudar a estrutura molecular de vários compostos. Em 2.002, mais um Nobel de Química foi para a pesquisa de outro suíço, Kurt Wüthrich, que usou a ressonância magnética para analisar a estrutura tridimensional de moléculas biológicas.


  • O primeiro motor elétrico
    O professor americano Joseph Henry continuou as experiências de Orested e descobriu o mesmo que Faraday. Só que Henry não desistiu e logo inventou uma máquina que girava uma roda sempre que a corrente elétrica era ligada: era o primeiro motor elétrico!


  • Comunicação a distância
    Henry tinha tido a idéia: um fio comprido entre dois lugares distantes enviaria eletricidade em impulsos, ligando e desligando uma chave. O artista americano Samuel Finley Breese Morse foi quem propôs o código que transforma os impulsos curtos em traços e os longos em pontos e o resultado nas letras do alfabeto. Estava inventado o telégrafo. ooo---ooo significam SOS, que todo mundo entende como SOCORRO!


  • Uma briga elétrica
    Thomas Edison e George Westinghouse Jr. disputaram o mercado americano de componentes elétricos. Edison apostava na distribuição da eletricidade em corrente contínua e Westinhouse, em corrente alternada. Para convencer os consumidores de que a corrente alternada era perigosa, Edison mandava um funcionário eletrocutar pequenos animais, e até mesmo um cavalo diante da imprensa.


  • A conta das lâmpadas
    Para cobrar pela energia elétrica consumida, Thomas Edison tinha desenvolvido um medidor eletroquímico que funcionava somente no sistema de corrente contínua. A empresa de George Westinghouse inicialmente cobrava pelo número de lâmpadas instaladas, mas logo desenvolveu um medidor superior ao de Edison.


  • Distribuição em corrente alternada
    Duas invenções definiram a distribuição da eletricidade em corrente alternada: a do motor de Tesla, que funcionava melhor neste tipo de corrente, e a do transformador, inventado por um funcionário de Westinghouse, que não funcionava na corrente contínua.


  • Cadeira elétrica
    Em 6 de agosto de 1890, William Kemmler foi o primeiro homem executado numa cadeira elétrica, em Nova York, nos Estados Unidos por ter assassinado sua esposa a machadadas. Há quem diga que a cadeira elétrica foi inventada depois que o funcionário de Edison eletrocutou animais em público.


  • Use o calor para conservar os alimentos
    Um jeito de conservar a carne é cozinhá-la bem, para o calor matar todas as parasitas e bactérias. Por isso mesmo, depois de dominar o fogo, o homem das cavernas passou a comer melhor, a adoecer menos e a viver mais.


  • Milhares de anos sem fósforos!
    Em 1.666, um alemão descobriu por acaso o elemento fósforo. Em 1.677, um inglês usou esse fósforo numa folha na qual se raspava um pauzinho com enxofre na ponta. Caixa de fósforos como as de hoje, foi fabricada pela primeira vez por um americano, só em 1.892.


  • Fogo no mar
    O primeiro farol que utilizou o fogo para sinalizar terra aos navegantes foi construído na Alexandria, no ano 280 a.C.Tinha 90 metros de altura e sua chama, alimentada por madeira resinada, podia ser vista a 56 km ao mar. Chamou-se Pharos e funcionou por 16 séculos até ser destruído por um terremoto.


  • O dia em que o sol sumiu
    Na época de Tales as pessoas morriam de medo de eclipse porque achavam que o sol ou a lua iam sumir de vez. Eclipse, em grego, quer dizer desaparecer. Depois de estudar e fazer contas,Tales previu o eclipse do sol que, de fato, aconteceu em 28 de maio de 585 a.C.


  • Âmbar, uma preciosidade milenar
    Âmbar é uma resina, um líquido gosmento, que algumas árvores produzem para se proteger de fungos, bactérias e insetos. Os bichinhos simplesmente não conseguem andar se pisarem no âmbar. Em contato com o ar, essa resina seca, endurece como pedra e fica transparente como o vidro.

    O âmbar foi utilizado como jóia, amuleto e até como moeda de troca há milhares de anos. Quanto mais amarronzado for o âmbar, mais antigo ele é e às vezes há insetos ou folhas fossilizados nele. No Piauí acharam um que tem 380 milhões de anos!


  • Magnetita, a pedra com alma
    Magnetita é um mineral que tem a propriedade de atrair o ferro e outros metais. Deram-lhe esse nome porque era facilmente encontrado numa região da Turquia, chamada Magnésia. Há quem defenda, porém, que seu nome se deve ao pastor que a descobriu, que dizem se chamar Magnes, mas não há como comprovar isso.

    Tales de Mileto e outros gregos da sua época não entendiam por que a magnetita atraia metais e as outras pedras não. Ao invés de buscar uma explicação, eles acreditavam que a magnetita possuía alma, que ela atraía os objetos porque queria, imagine!


  • À luz de velas
    Velas e lamparinas a óleo foram as únicas fontes de luz durante muito tempo. Só para se ter uma idéia, no ano 180, Roma já tinha um milhão e meio de habitantes, todos à luz de velas!


  • O que você vai fazer hoje à noite?
    Só a partir de 1800, com a invenção da iluminação a gás, é que as ruas ficaram mais seguras à noite, o que permitiu que a refeição noturna – o jantar – passasse a ser uma ocasião social importante, um verdadeiro programão.


  • O irrigador e o motor a vapor
    No ano 50, um engenheiro grego chamado Hero construiu uma esfera oca e nela ligou dois tubos curvos com as aberturas apontando para direções opostas. Aí ele colocou água dentro da esfera e pôs a esfera no fogo. Quando a água fervia, o vapor que saía pelos dois tubos fazia a esfera girar rapidamente. Os irrigadores de jardim hoje funcionam exatamente do mesmo jeito, só que usam a força da água corrente no lugar do vapor. A engenhoca de Hero não servia para nada e ninguém naquela época se interessou pela força do vapor.


  • Declinação magnética
    Foi durante a sua viagem - que resultou na descoberta da América, em 1492 - que Colombo descobriu que o ponteiro da bússola não apontava sempre para o Norte. Ele notou que a agulha apontava um pouco para o oeste do verdadeiro norte, e sabia disso porque se baseava também nas estrelas. Ele descobrira a declinação magnética. Colombo anotou as alterações da bússola durante a viagem, mas não contou para ninguém com medo que seus homens, que eram todos ex-prisioneiros na Espanha, entrassem em pânico e o matassem para voltar, ao invés de seguir em frente. Colombo pretendia chegar à Índia.


  • Será que é um disco voador?
    Se um dia você se deparar com uma luz pairando no ar, quase do tamanho de uma bola de futebol, branca, amarela ou azul, brilhante como uma lâmpada fluorescente, que produz um som sibilante e que some de repente, parabéns! Você acaba de entrar para o seleto grupo dos pouquíssimos que já viram um relâmpago de bola.

    Ninguém sabe explicar esse fenômeno muito bem, mas a teoria mais recente é a de que o calor intenso gerado por um relâmpago no solo produz pequenas partículas de silício e de outros minerais – as chamadas nanopartículas. Elas se unem formando uma rede de filamentos carregados de energia química. Esses filamentos evaporam e adquirem a forma de uma esfera. Em contato com o ar, se oxidam lentamente, transformando a energia armazenada em luz, som e calor. Tudo isso acontece numa velocidade absurda e é por isso que parece que a tal bola de luz se materializou no ar.



  • Mãe do Ouro pode ser o relâmpago de bola
    Um dos mitos que povoa o imaginário popular de todo o Sul do Brasil e mais São Paulo e Minas Gerais parece perfeito para explicar o relâmpago de bola. Trata-se da Mãe do Ouro - uma chama que aparece no ar para indicar onde está o ouro. “Onde há fogo, há ouro”, diziam os mais antigos. Talvez o que viam era o relâmpago de bola flutuando sobre as serras, principalmente em áreas de mineração.


  • Durante a tempestade todo mundo apela
    Os vikings recorriam a Thor, o Deus do Trovão. Na verdade, Thor não era apenas o Deus do Trovão, mas também o deus da chuva, do relâmpago e da vingança. O dia de reverenciar Thor era chamado Thorsday, que deu origem ao nome da quinta-feira, que em inglês é Thursday.
    Para os gregos, os Ciclopes – filhos de Urano, o céu, e de Gaia, a terra – forjaram os raios com que Zeus venceu Cronos.
    Os romanos atribuíam a Júpiter o poder de lançar raios, dissipar tempestades e trazer a chuva para fecundar a terra.
    Os índios Kaiapós, que viveram na região do rio Araguaia até 1940, acreditavam que Bebó tinha o poder de anunciar as enchentes e matar os inimigos com o raio e o trovão.
    Os africanos reverenciam Xangô como o dono do trovão. Uma de suas esposas, Oiá, ou Iansã, é quem domina o vento e as tempestades.



  • Brasil é campeão mundial de raios
    O Brasil é o país com maior incidência de relâmpagos no mundo - são 100 milhões de descargas elétricas por ano, segundo levantamento do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, publicado em 1996, no livro "Relâmpagos".
    A explicação é simples: além do gigantesco território, o nosso clima tropical favorece a formação de tempestades. Os raios ocorrem principalmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, especificamente no noroeste de São Paulo, sul de Minas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e na Amazônia.



  • Durma com um barulho desses
    Próximo do relâmpago, o som é um intenso estalo e pode causar danos ao ouvido. Distante do relâmpago, só se ouve um estrondo, pois só os sons graves vencem a barreira da distância.
    A duração do trovão depende da distância que o observador está - tanto do ponto mais próximo quanto do mais distante do relâmpago. Pode-se dizer que os trovões duram, em média, de 5 a 20 segundos.



  • Sai de baixo que aí vem tempestade!
    Todos os dias acontecem mais de 40 mil tempestades na Terra. Ou seja, neste exato momento 27 tempestades podem estar acontecendo em algum lugar!


  • Raio dispara alarme
    Essa pode ter acontecido com você: ocorre um raio na vizinhança e o alarme do carro dispara. Coincidência? Não! A corrente elétrica do raio, que chega a ter dezenas de milhares de ampères, produz fortes campos eletromagnéticos que se propagam em todas as direções na atmosfera. É possível medir esses campos a milhares de quilômetros de onde o raio ocorreu. Próximo ao local de incidência do raio esses campos são muito intensos, capazes de disparar um alarme de carro ou casa, desses com controle remoto, porque eles são acionados por ondas eletromagnéticas.


  • Qual o furo fundamental de Matrix?
    Quem mergulhou no universo de Matrix sabe que foi num ato de desespero que os homens decidiram escurecer o céu usando bombas especialmente desenhadas para esse fim. A esperança era a de que, sem a energia do Sol, as máquinas perdessem o seu poder. Mas o tiro saiu pela culatra. As máquinas conseguiram se virar com outra fonte de energia: a dos corpos humanos mantidos em estado de vida suspensa (dormindo indefinidamente).

    E é aí que a coisa complica: de onde viria a energia para manter os corpos vivos? Todo mundo sabe que não se pode criar energia, só transformá-la. É o Princípio de Conservação de Energia. Portanto, para que a humanidade se transformasse numa imensa bateria seria preciso encontrar uma forma de carregá-la. No caso de corpos humanos, só há uma forma de fornecimento de energia: os alimentos. É com a alimentação que recebemos a energia do Sol, capturada por algum vegetal através do milagre da fotossíntese.

    Assim, quando os generais de Matrix (presentes no desenho Animatrix) decidiram mergulhar a Terra nas trevas, os primeiros a sucumbir deveriam ser os próprios homens, já que não teriam o que comer.

    Se você imaginou que daria para alimentar os vivos com uma gosma feita a partir dos mortos (argh!), saiba que isso também não daria certo porque há sempre uma perda de energia nesse processo. Seriam necessários dois mortos para alimentar um vivo. Sem o Sol para repor a energia perdida no sistema, pode esquecer: o universo de Matrix – homens e máquinas – não funciona.

    A única saída seria utilizar o calor do interior do planeta: a energia geotérmica. É dela que a única cidade humana, Zion, vive. Mas, nesse caso, quem precisaria dos humanos?

    Se este erro fundamental fosse corrigido, não haveria o filme...

    Para você pesquisar

    É possível haver um ciclo de vida sem a fotossíntese?

    De onde vem a energia geotérmica?

    Adriano ganhou o CDROM Uma Viagem Eletrizante
    Nosso leitor Adriano Falcão, de São Bernardo do Campo, SP, respondeu corretamente a nossa pergunta e vai receber em casa um exemplar do CDROM Uma Viagem Eletrizante, uma exclusividade da AES Eletropaulo.



  • Nem condutores nem isolantes: semicondutores
    Semicondutores são materiais que têm condutividade elétrica intermediária entre os metais e os isolantes. Eles se diferenciam pela quantidade de elétrons livres em suas estruturas atômicas. Os metais possuem muito mais elétrons, numa densidade de 1022 por centímetro cúbico, enquanto os semicondutores têm de 1012 a 1019 elétrons por centímetro cúbico.


  • A vida na Terra se deve a uma poderosa fusão nuclear
    O Sol é a nossa usina gratuita de fusão nuclear. A cada segundo, ele converte aproximadamente 600 milhões de toneladas de hidrogênio em hélio, o que garante a nossa vida aqui na Terra. A energia produzida pelo Sol é equivalente a cinco trilhões de bombas de hidrogênio por segundo. Para você ter uma idéia do que isto significa, a bomba atômica que, em 6 de agosto de 1945, explodiu sobre a cidade de Hiroshima – a ‘Little Boy’, que matou 152.650 pessoas – tinha uma potência de 20.000 toneladas de TNT (tri-nitrotolueno, ou nitroglicerina). Uma bomba de hidrogênio tem a potência de 20 milhões de toneladas de TNT.
    Fazendo as contas, temos que a energia produzida por segundo pelo Sol eqüivale a 5.000.000.000.000.000 de bombas iguais à de Hiroshima, ou 100.000.000.000.000.000.000 de toneladas de TNT!
    A diferença fundamental é que a energia do Sol é produzida por fusão nuclear, sua matéria prima é o hidrogênio e seu subproduto é um gás nobre, o hélio, que permite a vida. A bomba nuclear é resultado da fissão nuclear, sua matéria prima é o urânio enriquecido e seu subproduto é a radiação e a morte.



  • Superpesquisadores levam o Nobel
    O Prêmio Nobel de Física de 2003 foi para o russo-americano Alexei Abrikosov, 75 anos, o russo Vitaly Ginzburg, 87 anos, e o anglo-americano Anthony Leggett, 65 anos, por suas contribuições no desenvolvimento de duas áreas da física quântica - a supercondutividade e a superfluidez. Trabalhando em separado, Ginzburg e Abrikosov estabeleceram bases teóricas para a busca de novos materiais supercondutores - aqueles que, em determinadas temperaturas, permitem a passagem de corrente elétrica sem resistência. Já Leggett descobriu que um tipo de hélio fica superfluido quando a temperatura se aproxima do zero absoluto. Seus átomos se comportam como os elétrons da corrente de um supercondutor.


  • Consumo de energia aumentou em quase 1.000% em um século
    A energia necessária para abastecer o planeta aumentou em 922% durante o século XX. Na passagem do século XIX para o XX, o mundo consumia o equivalente a 911 milhões de toneladas de óleo, pouco mais do que a América Latina usa hoje. O consumo per capita do uso de energia também aumentou, em 260%.

    Dois bilhões de pessoas no planeta ainda vivem sem ter acesso à energia elétrica, dependendo exclusivamente da utilização de combustíveis fósseis. Somente na China, 100 milhões vivem nessa condição. Os 5% mais ricos da população mundial consomem 58% da energia disponível, enquanto os 50% mais pobres consomem menos de 4%.



  • O sertão virou mar
    No verão de 2004, as comportas de hidrelétricas do Sistema Chesf, no rio São Francisco, tiveram que ser abertas, e nove cidades alagoanas sofreram com inundações: Piranhas, Pão de Açúcar, Belo Monte, São Brás, Porto Real do Colégio, Igreja Nova, Penedo e Piaçabuçú. A Defesa Civil estimou que 45 mil pessoas ficaram em situação de risco. No norte da Bahia, as chuvas provocaram o sangramento de açudes e pequenos reservatórios entre as cidades de Juazeiro e Paulo Afonso. O volume de água aumentou tanto que obrigou a Chesf a aumentar a vazão da usina de Luiz Gonzaga, uma das maiores da região. A vazão saltou de 4,5 mil metros cúbicos por segundo para 6,5 mil por segundo. Desde 1979 a vazão não aumentava tanto.


  • Lagos de hidrelétricas aumentaram doenças
    Os empreendimentos hidrelétricos de Akossombo (Gana) e Assuam (Egito), além de provocarem alterações de ordem hídrica e biológica, causaram o aumento da esquistossomose mansônica que, em ambos os casos, ultrapassou o índice de 70% da população local e circunvizinha, entre outros transtornos de ordem cultural, econômica e social [Andreazzi, 1993].

    O rompimento de barragens e outros acidentes correlatos também pesam contra as hidrelétricas. Um exemplo clássico é o de Macchu, na Índia, onde 2.500 pessoas morreram em razão da falha de uma barragem, em 1979 [Eletronuclear, 2001].


  • O que aprendemos com a Usina Hidrelétrica de Tucuruí
    Localizada a 350 quilômetros ao sul de Belém, a Usina Hidrelétrica de Tucuruí é a primeira de grande porte instalada na Amazônia. Tem 4.125 MW de capacidade instalada, que deverá subir para 8.125 MW com a instalação da sua segunda casa de força. Seu reservatório provocou a inundação parcial dos municípios de Tucuruí, Itupiranga e Jacundá, submergindo 14 povoados, duas reservas indígenas e 160 quilômetros de rodovias federais. Além dos índios Gavião da Montanha, o povo Parakanã e cerca de 29 mil pessoas tiveram de ser deslocadas.

    Os reassentamentos foram feitos, muitas vezes, em áreas impróprias para a agricultura, e aproximadamente 35% das famílias realocadas até 1985 tiveram de ser transferidas novamente. Uma superpopulação de insetos, como mutucas e pernilongos, acabou expulsando cerca de 3.000 pessoas que haviam sido removidas para áreas próximas ao lago.

    Na época da sua construção (1975 a 1984), a legislação brasileira não exigia o estudo de impacto ambiental. Dos 2.875 km² de mata, 90% foram inundados sem qualquer extração e calcula-se que apenas 1% dos animais que ali viviam foram removidos. O tucunaré, peixe carnívoro que vive em águas mansas como lagos, tomou o lugar de outras espécies de água corrente que existiam no rio Tocantins, como o filhote e o surubim. Pesquisadores afirmam que o alagamento da floresta provocou a liberação de gases carbônico e metano, que contribuem para o efeito estufa. Segundo cálculos, em 1990, o reservatório de Tucuruí liberou 8,5 milhões de toneladas de carbono, valor maior que o emitido com a queima de combustíveis no município de São Paulo na mesma época – aproximadamente 6 milhões de toneladas. Esse fenômeno, conhecido como eutrofização, provoca mau cheiro que ainda hoje subsiste em certas áreas.

    A construção da usina e o potencial minerológico da região atraíram indústrias – como as metalúrgicas – grandes consumidoras de energia. Atualmente, Tucuruí fornece 50% de sua geração para as indústrias e o restante para centros urbanos dos estados do Pará e Maranhão, enquanto mais de 4 milhões de pessoas nas suas proximidades vivem no escuro.


  • Professor Pardal do campo
    Um fazendeiro de Carmo do Cajuru, na região centro-oeste de Minas Gerais, criou uma porteira automática e uma geladeira para conservar o leite que produz, tudo movido à água. A porteira abre e tranca sozinha graças a uma engenhoca cuja peça principal é uma caixa de descarga de banheiro. A energia que faz a geladeira funcionar vem de uma roda d’água e uma pequena turbina do tipo Pelton. A reportagem, do programa Via Brasil, foi ao ar pela Globo News, mas você pode revê-la clicando aqui.



  • Raios em tempo real, via internet
    Quer saber onde, neste exato momento, está ocorrendo raios no Brasil? Isto já é possível via internet. O Sistema de Rede Integrada Nacional de Detecção de Descargas Atmosférias (Rindat) mantém um site que informa, em tempo real, as regiões do país com incidência de raios. O sistema é o maior existente na região tropical do planeta e o terceiro maior do mundo. Conta com 39 sensores que deverão cobrir cerca de dois terços do espaço territorial brasileiro.

    O Brasil é o país com maior índice de quedas de raio, provocando mortes e prejuízos no valor de R$ 500 milhões por ano. O Rindat é resultado de um convênio estabelecido entre as empresas de energia elétrica Furnas e Cemig (Companhia de Eletricidade de Minas Gerais) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Para acessar o site, clique aqui.



  • Ilhas de calor fazem chover em lugar errado
    Quem mora na capital paulista já deve ter feito essa pergunta: por que será que chove demais no centro e na zona leste e chove menos justamente nas represas Billings, Guarapiranga e no Sistema Cantareira, que abastecem de água a cidade?

    A explicação dos cientistas para o fenômeno, que ocorre todos os anos, é o chamado “efeito ilhas de calor”, formado pela excessiva pavimentação e verticalização urbana.

    Asfalto, prédios, poluição, ausência de árvores e lagos fazem da região central de São Paulo uma ilha de calor ou um deserto artificial. Ali, o concreto dos edifícios e o asfalto de ruas e avenidas absorvem rapidamente o calor, cuja dispersão é dificultada pela poluição resultante da queima de combustível fóssil por veículos e indústrias.

    A diferença de temperatura entre a região central, sempre mais quente, e a periferia, mais arborizada, é significativa. Em alguns casos, chega a 10ºC. A Praça da Sé pode registrar 33ºC enquanto, no mesmo momento, o Jardim Botânico marca 23ºC.

    As ilhas de calor em São Paulo estão localizadas justamente na rota da brisa marítima, que traz a umidade fundamental para fazer chover. O ar úmido que vem do mar e entra na região metropolitana pelo sudeste não vai muito longe. Na fronteira entre as regiões central e leste da capital, ele encontra temperaturas que, no verão, chegam a ser 5ºC superiores às registradas nos mananciais. É aí que ocorre o ‘seqüestro’ da umidade do ar. As partículas de ar quente têm mais energia cinética e por isso tendem a se deslocar mais vezes e mais rapidamente para as camadas altas da atmosfera, carregando consigo a umidade. Lá, ao entrar em contato com temperaturas mais frias, a umidade se condensa e forma as nuvens de chuva forte. Quanto mais quente o ar, mais ele sobe. Quanto mais ele sobe, maior a instabilidade atmosférica e a tendência a temporais, raios e granizo. Quanto mais umidade é consumida nas tempestades que caem nas próprias ilhas de calor, ou nas áreas próximas, menos sobra para se deslocar e provocar chuvas nos extremos norte e sul. É por isso que o calor e as chuvas são mais intensos e freqüentes na região central e zona leste. As ilhas de calor concentradas nessas duas regiões ‘seqüestram’ a umidade vinda do mar e afastam as chuvas dos mananciais. A chuva fica ‘aprisionada’ nas áreas menos arborizadas da cidade.

    Pesquisas e trabalhos de campo indicam que uma das formas de evitar a formação desse fenômeno é a manutenção de áreas verdes nos centros urbanos. A vegetação altera os índices de reflexão do calor e favorece a manutenção da umidade relativa do ar. Plantar árvores em locais estratégicos e criar projetos de planejamento urbano que contemplem mais áreas verdes e menos concreto e superfícies pavimentadas podem ser alternativas para combater os efeitos das ilhas de calor.



  • O gelo pode ser manipulado por campos elétricos?
    Um grupo de pesquisadores de duas universidades norte-americanas e uma sueca pode ter colocado um fim a um debate científico de 70 anos sobre a natureza fundamental do gelo.

    Uma nova teoria de análise estatística confirmou o que alguns cientistas apenas suspeitavam: sob condições específicas, moléculas de água se unem quando congeladas de modo exato para formar um cristal perfeito, que pode ser manipulado por campos elétricos da mesma forma com que ímãs respondem a campos magnéticos. Normalmente, quando a água congela, sua estrutura cristalina está longe de ser perfeita, o que elimina a possibilidade de usos elétricos.

    Embora o gelo provavelmente nunca se tornará um componente utilizado na eletrônica, a descoberta pode aumentar o conhecimento de como partículas de gelo que ocorrem naturalmente interagem com o meio ambiente, de acordo com Sherwin Singer, professor de química da Universidade do Estado de Ohio e um dos responsáveis pela pesquisa.

    O estudo foi apresentado por outro dos autores, Jer-Lai Kuo, da mesma universidade, no dia 31 de março de 2004, durante encontro da Sociedade Química Norte-Americana, na Califórnia. Estão ainda envolvidos na pesquisa os cientistas Michael Klein, da Universidade da Pensilvânia, e Lars Ojamäe, da Universidade Linköping, na Suécia.

    Segundo Singer, a descoberta tem muitas implicações. Das profundezas oceânicas às camadas superiores da atmosfera, importantes reações químicas ocorrem na superfície de cristais de gelo. “A forma como moléculas de água se organizam na superfície cristalina é absolutamente crítica para essas reações”, disse o pesquisador. “Caso as moléculas dentro do cristal sejam ordenadas de uma determinada maneira, isso pode afetar a ordenação delas na superfície. Então, qualquer coisa que ajude a entender como o gelo forma uma certa estrutura pode nos ajudar a compreender tais reações.”

    Cientistas têm tentado há décadas explicar o modo como o gelo é formado. Em 1935, o célebre químico norte-americano Linus Pauling (1901-1994) previu que as moléculas de água se agrupavam de forma desordenada. No ano seguinte, a natureza desordenada foi confirmada experimentalmente. Isso mostrou que o gelo, na realidade, não era exatamente um cristal.

    “Por cristal geralmente pensamos num diamante, em outra pedra lindamente lapidada ou em gelo. Mas, para um cientista, chamar um material de cristal implica que seus átomos formem um arranjo regular e repetitivo, como o dos ovos em uma bandeja. Pela definição científica, um ‘cristal de gelo’ não é um cristal perfeito”, disse Singer.

    Desde a época de Pauling, cientistas têm tentado demonstrar como o gelo poderia formar um cristal perfeito. O quebra-cabeças incluía calcular a energia de todas as possíveis orientações das moléculas de água no gelo. Cada molécula tem um átomo de oxigênio e dois de hidrogênio e, enquanto os átomos de oxigênio se alinham perfeitamente, os de hidrogênio podem apontar para qualquer uma de seis direções diferentes. Prever a estrutura de um único cristal de gelo exigiria calcular a energia de bilhões de diferentes orientações das moléculas de água, tarefa tão complexa que a maioria dos cientistas imaginava que nunca poderia ser feita.

    A chave para resolver o enigma surgiu quando Singer e colegas aplicaram uma técnica matemática para simplificar a análise. Eles usaram funções chamadas invariantes gráficas para relacionar simetrias entre moléculas para outras propriedades físicas, como energia. Os cientistas, então, passaram a tentar calcular a estrutura de uma das formas exóticas de gelo feitas em laboratórios. O gelo utilizado, conhecido como Gelo-XI, foi criado na década de 1980, na Universidade de Osaka.

    Apesar de a estratégia de utilizar as invariantes ter simplificado os cálculos, os pesquisadores levaram um ano para processar os números. Grande parte desse trabalho foi feito no Centro de Supercomputadores de Ohio. Para verificar que os cálculos estavam corretos, eles compararam a temperatura de transição de fase prevista para a estrutura do cristal com a temperatura medida no laboratório da universidade japonesa. A temperatura prevista foi de 70 kelvin, enquanto que a medida foi 72 kelvin.

    De acordo com a estrutura prevista pelos cientistas, as moléculas do Gelo-XI estavam perfeitamente ordenadas, com cada subseção do cristal, ou cristalito, tendo um lado com uma carga eletricamente positiva e outro com uma carga negativa. Isso mostrou que o gelo era ferroelétrico e que podia ser manipulado por um campo elétrico.

    Como as pequenas cargas elétricas das moléculas de água podem afetar reações químicas que ocorrem na superfície de qualquer cristal de gelo, um dos próximos passos dos pesquisadores é usar o conhecimento obtido até agora para tentar entender a superfície das partículas de gelo encontradas na atmosfera terrestre. (Agência Fapesp)



  • Uso de estimulação elétrica em terapias auxilia a locomoção de paraplégicos
    Eletrodos colocados sobre a pele das duas pernas emitem estímulos elétricos em músculos e nervos e possibilitam a locomoção de paraplégicos com a ajuda de um andador, diminuindo o esforço realizado pelos membros superiores. A paraplegia é uma deficiência motora causada pela lesão da medula espinhal que impossibilita a transmissão dos estímulos cerebrais aos membros inferiores.

    Um estimulador elétrico de 4 canais foi utilizado pela primeira vez em 1980, na Eslovênia. Um de 16 canais está sendo avaliado no Laboratório de Biomecânica e Reabilitação do Aparelho Locomotor do Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp).

    Embora a locomoção obtida com o estimulador de 4 canais seja lenta e exija muito dos membros superiores, ela se mostra benéfica para o paciente ao possibilitar uma melhora no seu condicionamento cardiorespiratório, já que o paraplégico faz uso de seus próprios membros para novamente se locomover e com isso promove, entre outras coisas, a sua irrigação sangüínea. O acréscimo de canais de estimulação, o uso de sensores e do controle automático poderá diminuir a fadiga, aumentar a velocidade da marcha, reduzir o uso dos membros superiores, aproximando o andar à aparência da locomoção normal.



  • Estrume de porco para gerar eletricidade?
    Acredite, é isso mesmo! Um grupo de pesquisadores norte-americanos está trabalhando para conseguir transformar cocô de porco em um tipo de petróleo bruto que, depois de refinado, pode ser usado para gerar eletricidade e aquecer casas.

    Trata-se de uma conversão termoquímica, semelhante a que ocorre na natureza. O estrume do porco é submetido ao calor intenso e alta pressão para quebrar suas estruturas moleculares e transformá-lo em óleo. A diferença é que o petróleo natural leva séculos para ser produzido, enquanto que, em laboratório, são necessários apenas 30 minutos.

    Por enquanto, essa conversão só é possível em pequenas quantidades. De acordo com Yanhui Zhang, da Universidade de Illinois, ainda serão necessários muitos anos de pesquisa antes que a transformação seja viável economicamente. Mas os primeiros resultados indicam que os criadores de porcos poderão ser beneficiados.

    Segundo o pesquisador, é improvável que as grandes refinarias se interessem pelo produto. Mas, além de calor e eletricidade, a partir desse óleo será possível produzir plásticos, tintas e até asfalto.



  • Carros a álcool em extinção
    Carros movidos a álcool estão em extinção. De acordo com um estudo feito pela Câmara Setorial de Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, motores exclusivamente a álcool para veículos leves deverão deixar de ser produzidos até 2006.

    O motivo é a popularização dos veículos bicombustível, que funcionam tanto com álcool como com gasolina. A estimativa é de que, até 2010, a indústria automobilística brasileira esteja produzindo dois terços dos automóveis com esse tipo de motor.

    De acordo com a pesquisa, que analisou a demanda e a competitividade do álcool frente a outros combustíveis, mais de 1,3 milhão de veículos com esse tipo de motor devem estar circulando no país até 2010.

    Outro fator que pode colaborar para o aumento da produção de veículos com esse novo tipo de motor é um projeto de lei que determina que os veículos oficiais sejam movidos por combustíveis renováveis ou capazes de funcionar com misturas de álcool e gasolina. Segundo o texto, que está sendo analisado pela Comissão de Defesa do Consumidor, os automóveis com mais de mil cilindradas adquiridos por pessoas físicas com incentivos fiscais também devem ter esse motor.



  • Campo magnético delata pintura falsa
    Pesquisadores brasileiros, entre eles João Cândido Portinari, filho do pintor brasileiro Cândido Portinari (1903-1962), desenvolveram um estudo cuja aplicação prática é a catalogação magnética de obras de arte, o que permitirá identificar falsificações facilmente.

    A imagem magnética é obtida por um aparelho chamado Squid – sigla em inglês de Dispositivo Supercondutor de Interferência Quântica. Primeiro, o pesquisador submete a obra a um campo magnético de cem Gauss (medida de intensidade de campos magnéticos), um valor pequeno, mas ainda assim bem superior ao campo magnético da Terra, que na região Sudeste do Brasil tem intensidade de 0,25 Gauss e chega no máximo a uns 0,7 Gauss.

    O Squid, semelhante a um scanner, é constituído por uma bobina de material especial mantida em temperaturas muito baixas, algo como -270°C. Nessa temperatura, o material da bobina é supercondutor, ou seja, não apresenta resistência nenhuma a uma corrente elétrica. Por isso, é possível medir variações muito sutis no campo magnético, por indução.

    A idéia parece simples: o autor, ao pintar uma tela, escolhe determinadas tintas e tem um modo peculiar de colocá-las sobre a tela. O falsário, ainda que possa reproduzir a obra com perfeição, jamais conseguirá utilizar exatamente as mesmas tintas e não as empregará com a mesma intensidade. É praticamente impossível que, submetidas ao Squid, a obra verdadeira e a falsa obtenham a mesma “assinatura magnética”.

    Embora os testes relatados no estudo tenham sido feitos somente com pinturas a óleo (as tintas a óleo, em boa parte, são magnéticas), os pesquisadores estão experimentando outras possibilidades que incluem até mesmo a análise de imagens magnéticas de gravuras e esculturas. O que atrapalha é a presença de ferro em pregos usados nas molduras de quadros ou na estrutura de esculturas.



  • Poluição provoca o "apagão" do sol?
    O mundo está ficando cada vez mais escuro. O que parecia uma simples impressão, para alguns ganha tons de tendência. A situação ainda está longe do cenário sombrio de filmes futuristas, como Blade Runner, mas o possível fenômeno tem preocupado os cientistas.

    Centenas de instrumentos, espalhados em diversos países, têm registrado uma tendência de queda na quantidade de raios solares que atingem o planeta. De acordo com o jornal New York Times, a média global da diminuição foi de espantosos 10% desde a década de 1950. Pior: em algumas regiões da América do Norte, Ásia e Europa, a queda foi ainda maior. Em Hong Kong, por exemplo, o tombo no período foi de 37%.

    A tendência foi verificada pela primeira vez há duas décadas, mas foi ignorada por ninguém ter acreditado na possibilidade. Recentemente, entretanto, o assunto voltou à tona, após um grande número de medições, feitas em diferentes regiões do globo, terem indicado a diminuição dos raios solares que atingem a superfície terrestre.

    De acordo com James Hansen, diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais, da Nasa, é sabido há tempos que as partículas de poluição na atmosfera refletem os raios solares, mas nunca se calculou a extensão do efeito. “É uma questão muito importante, que tem ocorrido há muito tempo”, disse em entrevista ao jornal norte-americano.

    Os cientistas acreditam que a poluição esteja bloqueando os raios solares de duas formas. Na primeira, a luz é simplesmente rebatida nas partículas e retorna ao espaço. Na outra, a poluição faz com que mais partículas de água se condensem no ar, ocasionando nuvens mais espessas e mais escuras. Por este motivo, o escurecimento seria maior do que o normal em dias nublados.

    As regiões menos industrializadas, por aparecerem com poucas ou nenhuma diminuição da luz solar, ajudam a reforçar a tese da poluição. Por outro lado há locais, como a Antártica, onde o ar seria absolutamente limpo, em que o escurecimento também tem sido verificado.

    A conclusão que se pode tirar é que a dinâmica do fenômeno é completamente desconhecida. “A realidade é que não entendemos o que está ocorrendo”, disse Shabtai Cohen, do Ministério da Agricultura de Israel, que tem estudado o escurecimento por mais de uma década.

    O escurecimento foi verificado em medições feitas no Japão, na década de 1980, por Atsumu Ohmura, hoje no Instituto de Tecnologia de Zurique, na Suíça. Os resultados foram apresentados em uma conferência, mas foram ignorados. Cerca de dez anos depois, Gerald Stanhill, do Ministério da Agricultura de Israel, verificou o mesmo fenômeno. A análise, relatada em artigos científicos, também passou em branco. Em 2001, Stanhill e Cohen fizeram novas medições e calcularam o escurecimento médio do planeta em 2,7% por década.

    Nem todos estão convencidos do fenômeno. De acordo com alguns cientistas, os instrumentos utilizados para as medições, chamados radiômetros, exigem calibração periódica e cuidado no uso. O simples acúmulo de poeira em sua cúpula de vidro seria suficiente para fornecer dados errôneos. Outro porém é que os equipamentos estão localizados em terra, ou seja, não se têm medidas de três quartos do planeta. (Agência Fapesp)




  • Microvento para refrigerar chips
    À medida que os aparelhos eletrônicos encolhem, os sistemas de refrigeração também são miniaturizados. A mais recente novidade para esse micromundo veio da norte-americana Universidade Purdue, de West Lafayette, no Estado de Indiana, onde pesquisadores desenvolveram um sistema de resfriamento - similar em conceito aos usados nos aparelhos de ar-condicionado caseiros. A diferença fica por conta do tamanho: alguns mícrons, ou milionésimos de metro.

    Por meio de voltagens diminutas, os aparelhos geram íons (átomos com perda de elétrons) capazes de criar pequenas brisas, perfeitas para resfriar celulares, laptops e outros equipamentos pequenos. Os eletrodos usados pelos pesquisadores são feitos de nanotubos de carbono e medem apenas 5 nanômetros (1 nanômetro corresponde a 1 milímetro dividido por 1 milhão). "Conforme os chips diminuem, as regiões de acúmulo de calor são confinadas a lugares menores", diz Richard Smith, especialista em energia térmica da Fundação Nacional de Ciência (NSF) que financia parte das pesquisas.

    Segundo Smith, conseguir resfriar equipamentos com ar é uma "solução eficiente, porque o ar é fácil de obter, não precisa ser armazenado e não é um contaminante em potencial". As novas técnicas de microrresfriamento podem se mostrar essenciais para a nova geração de laptops, celulares, sistemas de sensoriamento remoto e muitos outros aparelhos portáteis do mundo da eletrônica. (Revista Pesquisa)



  • A era do petróleo está longe do fim
    Em 1919, diversos geólogos, liderados pelo diretor da U.S. Geological Survey haviam errado feio ao afirmar que todo o petróleo dos Estados Unidos acabaria em apenas nove anos. As mais otimistas estimativas, feitas em 1942, apontavam que os poços de petróleo na região do rio Kern, na Califórnia, produziriam, no máximo, mais 54 milhões de barris. Ocorre que, nos 44 anos seguintes, os mesmos poços geraram 736 milhões de barris. Além disso, calcula-se que ainda existam outros 970 milhões. Em artigo publicado na edição de 21 de maio de 2004, da revista Science, o economista Leonardo Maugeri, vice-presidente de estratégia corporativa da empresa petrolífera italiana Eni, parte de exemplos como esses para lançar uma polêmica. Ele afirma que, ao contrário do que muitos imaginaram – e imaginam –, a Era do Petróleo está longe de terminar.

    De acordo com Maugeri, previsões pessimistas têm sido sucedidas por análises e descobertas que as desementem ciclicamente desde o início do século 20. O autor alerta para a ocorrência de uma nova onda que propaga o fim próximo do petróleo em todo o mundo. “O pior efeito desse pânico recorrente é que ele tem gerado políticas imperialistas e levado ao controle sobre regiões produtoras”, disse. “Embora os recursos de hidrocarbonetos sejam indiscutivelmente finitos, a verdade é que ninguém sabe o quão finito eles são. O petróleo está contido em rochas porosas subterrâneas, o que torna difícil estimar quanto do produto existe e quanto pode ser efetivamente extraído”, escreveu no artigo.

    De acordo com o italiano, nos últimos tempos muitos estudos têm verificado o fenômeno do “crescimento da reserva”, no qual a quantidade real de petróleo em um campo acaba sendo muito maior do que o estimado inicialmente. Maugeri cita o exemplo da mais recente descoberta de peso no setor, a do campo de Kashagan, no Cazaquistão. Estudos geológicos mostravam há décadas a existência do campo, mas com estimativas pouco animadoras para levar à prospecção. Somente após um grande estudo ter sido conduzido por companhias multinacionais, na década de 1990, se verificou o potencial, estimando as reservas entre 2 bilhões e 4 bilhões de barris. Em 2002, outros estudos elevaram os valores para algo entre 7 e 9 bilhões. Em fevereiro de 2004, novas análises mostraram que o campo de Kashagan poderá produzir pelo menos 13 bilhões de barris e que a capacidade real é muito maior.

    Maugeri não comenta as recentes altas no preço do petróleo, que atingiu mais de US$ 40 por barril na segunda quinzena de maio de 2004, mas afirma que a adoção de novas tecnologias de exploração tem contribuído para a drástica queda no custo de prospecção e desenvolvimento nos últimos 20 anoss – de US$ 21 por barril, em 1979, para menos de US$ 6 em 1999.

    Especialistas apontam que as novas descobertas são insuficientes, suprindo apenas um quarto do consumo mundial. Maugeri refuta a afirmação, dizendo que as descobertas só não são maiores porque as empresas petrolíferas não querem. De acordo com ele, os principais produtores do mundo têm minimizado o investimento em prospecção nas duas últimas décadas, principalmente por medo de levar a um excesso na capacidade de produção, como o ocorrido em 1986, quando o preço do barril caiu para menos de US$ 10. (Agência Fapesp)



  • De que eram feitos os postes, antigamente?
    Quando D. Pedro II inaugurou o primeiro sistema de iluminação pública alimentado por energia elétrica, em 1883, na cidade de Campos, Rio de Janeiro, os postes que sustentaram aquelas 39 lâmpadas eram, normalmente, feitos de madeira ou ferro.

    Atualmente, os mais comuns são os de concreto armado, mas ainda existem postes de madeira funcionando em cidades menores ou na zona rural. Em alguns locais específicos, como viadutos e ruas por onde circulam ônibus elétricos, são instalados postes de aço.

    Os postes de madeira normalmente são feitos de diversas variedades de eucalipto: Botryoides, Camaldulensis, Citriodora, Paniculada, Rostrata, Tereticornis. Entretanto, três espécies – Saligna, Robusta e Grandis – não são recomendadas para este fim porque ressecam e racham facilmente. Fungos e insetos costumam atacar a madeira pelas fendas e não existe método eficaz de imunizá-la. Como conseqüência, a durabilidade do poste fica comprometida.

    Todos os postes de madeira precisam de tratamento especial para garantir sua maior durabilidade. Durante a confecção, eles recebem a aplicação de preservativos hidrossolúveis à base de cobre, cromo e boro (CCB), ou de cobre, arsênio e solução amoniacal (ACA), ou ainda cobre, cromo e arsênio (CCA) e também creosoto. Os procedimentos estão relacionados num manual elaborado pela AES Eletropaulo – o NTE-073-0 Postes de Eucalipto Preservado para Redes de Distribuição de Energia Elétrica.

    Independentemente do material de que são feitos, os postes instalados pela AES Eletropaulo são seguros porque respeitam as normas de fabricação da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas –, são instalados por profissionais competentes e recebem manutenção, periodicamente ou quando necessário.



  • Por que os passarinhos pousam no fio e não morrem eletrocutados?
    O passarinho, ao pousar na rede elétrica, normalmente toca num único fio, sem encostar em nada mais, e assim fica com a mesma tensão dele. O circuito elétrico não se fecha – o pássaro não serve como condutor da eletricidade do fio para nenhum outro lugar. Não há diferença de tensão entre dois pontos e é por isso que ele não toma choque. Entretanto, se o pássaro encostar parte de seu corpo em qualquer outro lugar enquanto estiver pousado no fio, a diferença de tensão entre o fio que lhe serve de poleiro e o objeto no qual encostou pode chegar a 7600 volts, o suficiente para torrá-lo instantaneamente.

    É o que acontece com quem tenta tirar algo enroscado no fio da rede elétrica, como pipas, por exemplo. Ao encostar qualquer objeto no fio, a pessoa faz o papel de condutor da corrente elétrica daquele fio até o solo, que é o outro extremo dessa corrente. A diferença de tensão entre o fio e o chão é muito maior do que o corpo humano consegue suportar e o resultado quase sempre é a morte.



  • Gatos provocam incêndios
    Ligações clandestinas, feitas do poste para a residência pelo próprio morador sem a autorização da AES Eletropaulo, são comumente chamadas de ‘gatos’.

    Além de ilegais (é roubo de energia elétrica), os ‘gatos’ prejudicam a distribuição de energia limpa e segura aos demais moradores daquela região, expõem as pessoas ao risco de morte pelo choque elétrico e também ao prejuízo, com a queima de aparelhos devido à má qualidade daquela ligação. Os fios encostam uns nos outros, provocando curto-circuito (faíscas com emissão de calor) que podem rapidamente originar incêndios.



  • Brincadeira com pipa tem índice trágico
    A segunda principal causa de acidentes com a rede elétrica é a brincadeira com pipa. Cerca de 30% desses acidentes – que são provocados pela queda de pipas nas estações de energia ou pelo seu enrosco na rede elétrica – leva seus envolvidos à morte.

    Arames ou varetas metálicas usados na estrutura e rabiolas feitas com fita cassete conduzem a eletricidade da rede elétrica à pessoa que está empinando a pipa e na maioria das vezes o acidente é fatal. O uso de cerol, além de cortar os fios e provocar o desligamento da rede elétrica, também causa a morte ao atingir e cortar quem passa pelo local.

    Tentar recuperar a pipa que ficou enroscada na rede elétrica com a ajuda de objetos – como trilho de cortina, cano, barra de ferro, bambu, etc. – é morte certa. Jogar tênis nos fios também não garante a recuperação das pipas. Ao contrário, normalmente eles ficam presos e, se encostarem em dois fios, podem provocar um curto circuito, deixando a região às escuras. Isso sem contar que é uma coisa muito feia de se ver.

    Pular o muros de qualquer estação de energia para recuperar objetos que caem lá dentro – como pipas ou bola – , ou apenas brincar de escalar as torres de alta tensão pode ser fatal, mesmo sem tocar em nada. Na alta tensão, não é preciso encostar para tomar choque. Basta chegar perto de algum objeto nos fios ou dos equipamentos instalados no poste para a pessoa receber a descarga elétrica.



  • Onde estão os fios das ruas quando não há postes?
    Se você reparar bem, tem lugares na capital paulista que só há postes de iluminação, como na Avenida Paulista e na região central, por exemplo. Ali a necessidade de carga elétrica é tão grande que é preciso fazer a sua distribuição por sistema subterrâneo. Só no centro da cidade, para atender uma área de 9,5 km², a AES Eletropaulo mantém 15 sistemas subterrâneos, com capacidade instalada de 1,5 GVA, funcionando desde 1928!

    As vantagens da distribuição subterrânea são muitas: os fios – e conseqüentemente o fornecimento de eletricidade - não ficam expostos a riscos de interrupção por raios, galhos que caem ou acidentes com veículos. Mesmo que ocorra algum acidente, o consumidor não fica sem energia, porque o sistema reticulado (é assim que ele se chama) é composto por quatro circuitos primários de 21.000 Volts: quando um falha, os outros três suprem a carga desligada. Pena que o custo deste sistema seja um tanto salgado: é de quase nove vezes o do sistema aéreo.

    Sistemas reticulados
    14 sistemas reticulados de 21 kV - 56 circuitos primários
    1 sistema reticulado de 3.8 kV - 15 circuitos primários (fase final de conversão - sua carga será absorvida pelos outros sistemas) - sistema inagurado em 1928.
    1.405 km. de cabos de média tensão (3.8 kV e 21 kV)
    1.985 km de cabos de baixa tensão (380 V, 208 V e 120 V)
    2.247 câmaras transformadoras (local onde são alojados os equipamentos subterrâneos)
    1.765 poços de inspeção (local onde passam os circuitos primários e secundários - não há equipamentos)
    2.318 km. de linhas de dutos (interligação de câmaras transformadoras entre si e com poços de inspeção)
    Potência instalada: 1.164,45 MVA
    Consumo: 324.248.724 kWh

    Para consumidores de carga elevada, como shoppings e hospitais, a distribuição subterrânea é feita no sistema seletivo, composto por dois circuitos primários na tensão de 21kV. Se um circuito pifar, o outro funciona no seu lugar.

    Sistemas seletivos
    6 sistemas seletivos
    Potência instalada: 46,35 MVA
    Consumo: 12.294.846 kWh
    Extensão: 14,8 km.




  • Para onde vão os postes quando sua vida acaba?
    A vida média de um poste de concreto, desde que fabricado e utilizado corretamente, é de aproximadamente 35 anos. A de um poste de madeira deve ter a garantia de, no mínimo, 15 anos. Ao final deste tempo, ou quando se estragam devido a algum acidente, os postes são retirados e vendidos para compradores de sucata. Os cabos que não estão em boas condições têm o mesmo fim, sendo vendidos por peso. Já os transformadores danificados são encaminhados para a AES Serviços, onde passam por uma avaliação. Os que têm condições, são consertados e voltam ao estoque da companhia. Os que não têm mais jeito têm o óleo retirado para reciclagem ou destinação final segundo as normas ambientais. As partes metálicas são vendidas por peso aos compradores de sucata.


  • São Paulo tem postes do início do século XIX
    No centro velho da capital paulista funcionam, até hoje, 1.511 postes de ferro fundido que foram importados da Inglaterra e do Canadá no início do século XIX. No pedestal trazem gravados os brasões da Prefeitura de São Paulo. No encaixe do braço da luminária há um anel e o globo, em forma de cálice, contém a lâmpada. Alguns têm uma única lâmpada, outros têm três, e todos somam 2.774 lâmpadas instaladas. Tanto os postes quanto as luminárias são de responsabilidade da prefeitura.


  • Desde o século XVIII homem busca energia no mar
    As tentativas de tirar energia do mar aproveitando o movimento das ondas ou das marés não são mero reflexo da busca incessante por fontes baratas e não-poluentes, intensificada nos últimos 35 anos.

    A idéia é secular e está registrada em documentos, desenhos e fotos em vários países do mundo. Dois franceses do século XVIII - Phillip Girard e seu filho, cujo primeiro nome se perdeu - depositaram a primeira patente que se tem notícia de um motor movido por ondas. O texto francês é datado de 12 de julho de 1799, mas não se sabe se os dois Girard tentaram colocar em prática o próprio invento. Essa, aliás, é a regra para as patentes de máquinas pensadas para funcionar como usinas marítimas. Entre 1855 e 1973, os ingleses contaram 340 patentes apenas na Grã-Bretanha sobre o mesmo assunto.

    Nos Estados Unidos também houve numerosos registros de patentes, boa parte deles ainda no século XIX. Lá é possível encontrar coleções de fotos com as diversas experiências de inventores diletantes, como o de um motor construído em 1891 por Henry P. Holland instalado em um grande rochedo na praia de São Francisco, Califórnia. As ondas movimentavam uma grande bóia, que ativava uma bomba para fazer passar a água do mar por mecanismos que deveriam gerar eletricidade. Foi provavelmente o primeiro motor construído naquela região com uma proposta comercial, mas não funcionou como o planejado e o projeto foi abandonado nos anos seguintes.

    A estrutura perdurou encravada na rocha por 59 anos até ser definitivamente destruída por uma tempestade. "A primeira usina a realmente funcionar foi instalada no porto de Huntington, também na Califórnia, em 1909", diz o engenheiro Eliab Ricarte Beserra, do Laboratório de Tecnologia Submarina da Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia da Universidade do Rio de Janeiro (Coope/UFRJ). Esse maquinário terminou também destruído pela força do mar. Depois da atividade intensa no final do século XIX e começo do XX, o problema só foi retomado com força durante a crise do petróleo dos anos 1970.

    "Nesse período, o engenheiro britânico Stephen Salter, da Universidade de Edimburgo, Escócia, chamou para a academia a responsabilidade de projetar uma usina de ondas eficaz, duradoura e viável comercialmente." Graças em boa parte às experiências bem-sucedidas de Salter, por volta de 20 países investem hoje em usinas de ondas, embora apenas Escócia, Portugal e Holanda tenham modelos comerciais em operação. No Brasil, ainda em 2005 começará a funcionar uma usina piloto no Ceará, a cargo de pesquisadores da UFRJ.

    Fonte: Revista Pesquisa


  • O mito de Arquimedes
    Em 212 a.C., durante a Segunda Guerra Púnica, o matemático grego Arquimedes criou um raio letal para combater as naus inimigas. Com um grande espelho côncavo, ele teria conseguido concentrar a luz do Sol no casco das embarcações, incendiando-as. A idéia, que pode parecer um tanto maluca, foi posta à prova - e detonada - no programa de TV a cabo MythhBusters - Caçadores de Mitos.

    Um telespectador, o engenheito David Wallace, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts ficou intrigado com a possibilidade de criar o tal raio e apresentou o problema a seus alunos. A maioria, é claro, afirmou que, do ponto de vista técnico, isso seria impossível. Depois de alguns cálculos e uma tentativa tão frustrada quanto a do programa, Wallace e sua equipe tentaram recriar o raio letal de Arquimedes usando 127 espelhos quadrados com 30 centímetros de lado, dispostos na forma de um semicírculo na cobertura de um estacionamento. Sob um céu limpo, os espelhos focaram a luz do Sol das 13 horas na réplica de uma quilha de embarcação romana, construída com carvalho. E não é que funcionou? Em menos de dez minutos a madeira ardeu em chamas. "Não estamos tentando provar que Arquimedes tenha realmente feito isso", disse Wallace ao jornal New York Times. Mas, ao menos, era possível.